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http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1185583| Título: | Adoção de tecnologias de agricultura digital por produtores de soja no Estado de São Paulo. |
| Autoria: | DAMASCENO, R.![]() ![]() CARRER, M. J. ![]() ![]() VINHOLIS, M. de M. B. ![]() ![]() SOUZA FILHO, H. M. de ![]() ![]() PAGLIUCA, L. G. ![]() ![]() SOUZA, L. A. L. de ![]() ![]() DAVID, L. C. da S. ![]() ![]() |
| Afiliação: | RODRIGO DAMASCENO, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS; MARCELO JOSÉ CARRER, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS; MARCELA DE MELLO BRANDAO VINHOLIS, CPPSE; HILDO MEIRELLES DE SOUZA FILHO, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS; LARISSA GUI PAGLIUCA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS; LARISSA APARECIDA LOPES DE SOUZA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS; LETÍCIA CAROLINE DA SILVA DAVID, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS. |
| Ano de publicação: | 2026 |
| Referência: | São Carlos, SP: Embrapa Pecuária Sudeste, 2026. |
| Conteúdo: | As tecnologias digitais têm transformado processos produtivos e modelos de negócio em diversos setores ao ampliar a eficiência técnica, estimular a inovação e facilitar o acesso a dados e informações. Na agricultura, essas transformações consolidam-se por meio da incorporação das Tecnologias de Agricultura Digital (TAD), que vêm redefinindo práticas agronômicas e estratégias de gestão (Damasceno et al., 2026). As TAD englobam ferramentas, práticas de gestão e soluções baseadas em dados voltadas ao aumento da eficiência, produtividade e sustentabilidade agrícola (Balasundram et al., 2023). Essas tecnologias abrangem desde sistemas de agricultura de precisão, que integram sensores de campo e sistemas de sensoriamento remoto (incluindo drones e imagens de satélite), até soluções de automação produtiva baseadas em robótica e veículos autônomos, bem como tecnologias digitais voltadas à análise de dados, aplicativos móveis de apoio à decisão, internet das coisas e blockchain (Balafoutis et al., 2017; Shang et al., 2021; Moreno et al., 2024). A adoção dessas tecnologias responde à necessidade de atender à crescente demanda por alimentos, elevando a produtividade, reduzindo o uso de insumos (terra, água e defensivos) e promovendo a conservação ambiental (Blasch et al., 2022; Carrer et al., 2022). Sua difusão vem sendo registrada em diferentes países e contextos produtivos (Barnes et al., 2019; Bolfe et al., 2020). A agricultura brasileira passou por profundas mudanças técnicas e organizacionais a partir dos anos 2000, impulsionadas tanto pela difusão das TAD quanto pela emergência de novas formas de governança nas cadeias agroindustriais. Empresas agrícolas vêm incorporando tecnologias intensivas em dados, como sistemas georreferenciados, sensores remotos, veículos aéreos não tripulados (VANTs) e sistemas integrados de informação gerencial (Carrer et al., 2017; Bolfe et al., 2020; Milanez et al., 2020). No estado de São Paulo, dados do Projeto São Paulo (2017) mostraram que 75% das propriedades rurais utilizavam eletricidade, mas apenas 12,46% faziam uso de computadores e 13,82% acessavam a internet para fins agrícolas. Embora esses números tenham evoluído nos últimos anos, a ausência de estatísticas oficiais atualizadas dificulta a avaliação precisa dessa progressão (Milanez et al., 2020). Ainda assim, pesquisas recentes apontam para a crescente relevância das TAD como ferramentas essenciais no apoio às decisões de gestão agrícola (Bolfe et al., 2020; Carrer et al., 2022; Souza Filho et al., 2023; Mozambani et al., 2023). A soja constitui um dos pilares da produção agrícola brasileira, com safra nacional de 144,5 milhões de toneladas em 2024 (IBGE, 2025). Entre 2000 e 2024, a produção cresceu 340,2%, acompanhada de expansão de 237,4% na área cultivada. No estado de São Paulo, a área de soja passou de 495,8 mil hectares em 2010 para 1,39 milhão em 2024, gerando um valor estimado de R$ 7,5 bilhões, o que posiciona a cadeia como a quinta mais valiosa do estado (IBGE, 2025; Vegro et al., 2025). Apesar dessa relevância, até o momento não foram identificados estudos empíricos que utilizem microdados primários combinados a modelos econométricos para analisar a adoção de múltiplas tecnologias digitais na produção de soja em São Paulo. Projeções do Brasil (2023) indicam acréscimo de 75 milhões de toneladas na produção de grãos e expansão de 14,8 milhões de hectares até a safra 2032/2033. Nesse cenário, a ampla difusão das TAD representa estratégia crucial para utilizar os insumos de forma eficiente e elevar a produtividade agrícola ambiental e economicamente sustentável. O avanço da pesquisa empírica com dados primários é essencial para identificar barreiras à adoção dessas tecnologias e orientar políticas públicas (Damasceno et al., 2026). Muitas TAD apresentam efeitos complementares – como a amostragem georreferenciada de solo, a aplicação de insumos em taxa variável e o mapeamento de produtividade – reforçando a importância de estudos que avaliem múltiplas tecnologias de forma integrada. Além disso, é necessário considerar não apenas aspectos tecnológicos, mas também fatores pessoais e comportamentais dos agricultores, características de gestão, estrutura fundiária e elementos institucionais (Pagliuca et al., 2026). |
| Thesagro: | Agricultura Agricultura de Precisão Sistema de Informação Soja |
| Série: | (Embrapa Pecuária Sudeste. Documentos, 151) |
| ISSN: | 1980-6841 |
| Tipo do Material: | Folhetos |
| Acesso: | openAccess |
| Aparece nas coleções: | Série Documentos (CPPSE)![]() ![]() |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|
| 2026-cppse-doc-151-mmbv-adocao-tecnologia-agricultura-digital-produtores-soja-estado-sao-paulo.pdf | 1,09 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |







