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Título: Métricas de carbono do eucalipto destinado à produção de carvão vegetal: análise das emissões e remoções de GEE de florestas plantadas em Minas Gerais.
Autoria: ALBA, F.
MOREIRA, J. M. M. A. P.
ZANATTA, J. A.
ROSSI, L. M. B.
HOLLER, W. A.
Afiliação: FRANCIELE ALBA; JOSE MAURO MAGALHAES AVILA PAZ MOREIRA, CNPF; JOSILEIA ACORDI ZANATTA, CNPF; LUIZ MARCELO BRUM ROSSI, CNPF; WILSON ANDERSON HOLLER, CNPF.
Ano de publicação: 2025
Referência: Colombo: Embrapa Florestas, 2025.
Conteúdo: O estudo desenvolve métricas de carbono, especificamente o balanço e a pegada de carbono, na fase produtiva de florestas plan- tadas de eucalipto em Minas Gerais, destinadas ao suprimento do setor siderúrgico. O estado de Minas Gerais, um polo siderúrgico de relevância global, usa carvão vegetal como alternativa renovável em substituição ao carvão mineral na produção de ferro-gusa e aço. O estudo detalha as emissões em diferentes escalas produtivas (pe- quena e média) para prover uma visão abrangente das emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE) na silvicultura. Ambos os sistemas produtivos de eucalipto — em pequena e mé- dia escalas — operam como sumidouros líquidos de carbono. Este balanço líquido negativo (remoções superiores às emissões) indica que a produção de madeira para carvão vegetal, ativamente, remove dióxido de carbono da atmosfera. Este resultado reforça a susten- tabilidade ambiental das florestas plantadas e repassa parte dessa vantagem para produção de carvão vegetal de eucalipto. A contribui- ção se dá como alternativa de combustível renovável (substituindo o carvão mineral e mitigando, aproximadamente, 75% das emissões industriais), mas, também como um mecanismo eficaz para a mitiga- ção da mudança climática. A metodologia empregada adotou uma abordagem multifacetada, combinando um levantamento bibliográfico sistemático de bases de dados oficiais (como IBGE, Ibama e Rais) com a coleta de dados primários, mediante entrevistas semiestruturadas realizadas com pro- dutores de diferentes escalas em Minas Gerais. Foram configurados dois sistemas modais de produção, um para pequenos produtores (ciclo de 25 anos com 4 rotações) e outro para médios produtores (ciclo de 14 anos com 2 rotações). As emissões de GEE (fluxos di- retos e indiretos) foram calculadas seguindo-se, rigorosamente, as diretrizes metodológicas do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), utilizando-se fatores de emissão específicos para combustíveis, adubos e agroquímicos. O cálculo do balanço líquido de carbono foi obtido pela subtração entre as emissões totais e as remoções de GEE. É crucial notar que o sequestro de carbono, que indica o impacto da mudança do uso do solo no armazenamento de carbono, foi contabilizado, exclusivamente, na biomassa radicular e no solo para o período de 20 anos, evitando-se a dupla contagem do carbono estocado na biomassa aérea, que será reportado na fase industrial de produção do ferro-gusa. A evidência de que a produção de eucalipto atua como um sumi- douro líquido de carbono está intrinsecamente ligada à Ação Contra a Mudança Global do Clima (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 estabelecido pela Agenda 2030 da ONU), ao fornecer uma estraté- gia de mitigação baseada em sistemas florestais manejados adequa- damente. Também contribui para a conservação de ambientes flores- tais nativos por reduzir a pressão do desmatamento (ODS 15).
Thesagro: Carbono
Eucalipto
Silvicultura
Efeito Estufa
NAL Thesaurus: Eucalyptus
Carbon
Greenhouse effect
Palavras-chave: Floresta plantada
Série: (Embrapa Florestas. Documentos, 410).
ISSN: 1517-526X
1980-3958
Notas: Selo ODS 13 e 15.
Tipo do Material: Livros
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Série Documentos (CNPF)

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