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  <title>DSpace Coleção: Capítulo em livro técnico (CNPUV)</title>
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  <subtitle>Capítulo em livro técnico (CNPUV)</subtitle>
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  <updated>2026-08-04T16:10:10Z</updated>
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    <title>Estruturação da indicação geográfica e área delimitada.</title>
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      <name>TONIETTO, J.</name>
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    <updated>2026-07-12T09:35:50Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Estruturação da indicação geográfica e área delimitada.
Autoria: FALCADE, I.; TONIETTO, J.
Conteúdo: O marco regulatório brasileiro atual sobre indicações geográficas (IGs) foi definido pela Lei da Propriedade Industrial, em 1996, que estabeleceu duas modalidades de IGs: a Indicação de Procedência (IP) e a Denominação de Origem (DO) (Brasil, 1996). Conforme a lei, as condições para registro de IGs são estabelecidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Na prática, o reconhecimento de IGs brasileiras, por meio do seu registro começou, em 2002, com a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, localizada na tradicional região vitivinícola da Serra Gaúcha onde, hoje, se encontram seis IGs de vinhos. A partir dos anos 1980, a região da Campanha Gaúcha, localizada no sudoeste do Rio Grande do Sul, iniciou a estruturação de um novo território do vinho. A evolução vitivinícola e tecnológica, nas três décadas seguintes, estimulou a organização dos produtores e a evolução tecnológica possibilitou que a região passasse a integrar, em 2020, o universo das indicações geográficas brasileiras de vinhos reconhecidas. Este capítulo sintetiza o processo desenvolvido para a estruturação da Indicação de Procedência Campanha Gaúcha, para vinhos finos, bem como apresenta a área geográfica delimitada da região.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Cobertura vegetal e uso do solo.</title>
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      <name>SARMENTO, E. C.</name>
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    <updated>2026-07-12T09:35:50Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Cobertura vegetal e uso do solo.
Autoria: HASENACK, H.; WEBER, E. J.; SARMENTO, E. C.
Conteúdo: As formações campestres dominam a paisagem da região da Indicação de Procedência (IP) Campanha Gaúcha desde, pelo menos, 42.000 anos antes do presente, mas no final do Pleistoceno, há cerca de 11.500 anos, houve um aumento da umidade e da temperatura que favoreceu a expansão da vegetação arbórea (Behling et al., 2005). Na paisagem atual, ela ocorre na forma de matas de galeria e em áreas de relevo mais ondulado nas encostas menos ensolaradas voltadas para o sul. Os humanos alcançaram a região há cerca de 7.000 anos, mas o uso começou a se intensificar com a chegada dos europeus, no final do século XVII. Eles introduziram o gado bovino nos campos nativos das Missões, no nordeste da Campanha, e depois a criação se expandiu por toda a região, para produção de couro e charque (Pébayle, 1971a). No final desse mesmo século, os açorianos introduziram o cultivo do arroz no litoral gaúcho, que posteriormente avançou para as várzeas úmidas ao longo dos principais rios da Depressão Central e da Campanha Gaúcha (Pébayle, 1971b). No século XX, a pecuária de corte e o arroz tornaram-se os principais produtos do setor primário na região. Com avanços tecnológicos a partir da década de 1960, a soja também passou a ser cultivada na Campanha, inicialmente sobre solos bem drenados e, a partir de 2010, em áreas de cultivo do arroz (ver mais sobre o contexto nos Capítulos 2 e 15).</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Sistemas de produção vitícola.</title>
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      <name>SANTOS, H. P. dos</name>
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    <updated>2026-07-12T09:35:50Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Sistemas de produção vitícola.
Autoria: SANTOS, H. P. dos
Conteúdo: Na produção vitivinícola, o potencial enológico da uva é um produto direto da tríplice interação videira-clima-solo (Santos, 2006). Ou seja, a qualidade enológica que uma cultivar pode atingir está primeiramente associada às condições de solo e clima da região de cultivo. Contudo, a expressão total deste potencial de qualidade imposto pelo local também é dependente da condução e do manejo que as videiras estão submetidas. No conjunto, todas ações exercidas nos vinhedos desde a implantação correspondem ao “sistema de produção”. Estas englobam os ajustes finos que ocorreram ao longo da história vitícola local, com base em observações e adequações técnicas do manejo. Este aprimoramento natural dos cultivos favoreceu grandes avanços na vitivinicultura mundial (Jackson; Lombard, 1993; Baeza et al., 2005; Kliewer; Dokoozlian, 2005), pois possibilitam que as videiras expressem a influência de cada local sobre a qualidade enológica da uva.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Área plantada e volume de produção de vinhedos.</title>
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      <name>MELLO, L. M. R. de</name>
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    <updated>2026-07-12T09:35:50Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Área plantada e volume de produção de vinhedos.
Autoria: MELLO, L. M. R. de
Conteúdo: As propriedades rurais da região da Indicação de Procedência (IP) Campanha Gaúcha são, em sua maioria, grandes, centradas na pecuária e lavouras temporárias, sendo que algumas contemplam atualmente a atividade vitivinícola. Com base na análise das três Microrregiões (MRs) da Campanha - Ocidental, Central e Meridional (ver Figura 2.4), nas quais está contida a maior área da IP, é possível inferir sobre a caracterização das propriedades e atividades econômicas da IP Campanha Gaúcha. Analisando o Rio Grande do Sul como um todo, verifica-se que estas três MRs ocupam 26,81% da área das propriedades do estado. Por outro lado, ao analisarmos somente a área destas três MRs, constatamos que apenas 6,90% da área corresponde a estabelecimentos de base familiar. Esses dados evidenciam que predomina, nestas MRs, a agropecuária de base empresarial (Censo 2017).</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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