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Título: Trigo BRS 176: descrição e adaptação no Centro-Sul do Paraná.
Autoria: DUCA, L. de J. A. D.
LINHARES, A. G.
SOUSA, C. N. A. de
GUARIENTI, E. M.
SÓ e SILVA, M.
SCHEEREN, P. L.
WOBETO, C.
SANDINI, I.
ALMEIDA, J.
MOLIN, R.
Afiliação: LEO DE JESUS ANTUNES DEL DUCA, CNPT; AROLDO GALLON LINHARES, CNPT; CANTIDIO NICOLAU ALVES DE SOUSA, CNPT; ELIANA MARIA GUARIENTI, CNPT; MÁRCIO SÓ E SILVA, CNPT; PEDRO LUIZ SCHEEREN, CNPT; CELSO WOBETO, FAPA-AGRÁRIA; ITACIR SANDINI, FAPA-AGRÁRIA; JULIANO ALMEIDA, FAPA-AGRÁRIA; RUDIMAR MOLIN, FUNDAÇÃO ABC.
Ano de publicação: 2002
Referência: Passo Fundo: Embrapa Trigo, 2002.
Páginas: 17 p.
Conteúdo: A cultivar de trigo BRS 176, recomendada em 1999 para plantio antecipado visando à produção de grãos na região tritícola centro-sul do Paraná, tem ciclo considerado tardio para esse estado e, com base no Índice Heliotérmico de Geslin para o subperíodo emergência-espigamento, foi enquadrada no grupo bioclimático semitardio. No período 1994-97, essa cultivar apresentou, em Guarapuava, média de 98 dias da emergência ao espigamento, comparativamente a 88 dias de Trigo BR 23 no mesmo subperíodo. A cultivar BRS 176 apresenta hábito vegetativo intermediário, coloração da aurícula heterogênea, altura média de planta (100 cm em Guarapuava), folha bandeira ereta, espiga fusiforme, aristada e clara e grão vermelho, ovalado, com textura suave. Comporta-se como moderadamente suscetível ao acamamento, resistente à debulha natural e moderadamente resistente à germinação na espiga e ao crestamento. Relativamente ao comportamento para ferrugem da folha, mostra suscetibilidade, ou desuniformidade, em plântula, sob condições controladas, à maioria das raças, que se expressa em níveis mais baixos em condições de campo. É resistente à ferrugem do colmo no campo e a todas as raças em plântula, sob condições controladas. Para oídio, é suscetível em condições controladas e moderadamente resistente no campo. Apresenta reação moderadamente suscetível para septoriose das glumas e para giberela, suscetível para o vírus do nanismo amarelo da cevada e moderadamente resistente para o vírus do mosaico do trigo. Foi classificada como trigo brando, com uso indicado para biscoitos, confeitaria, pizzas, massa alimentícia fresca, mescla com trigo pão e/ou melhorador para panificação e/ou uso doméstico. Testada em Guarapuava e em Carambeí, no Paraná, em ensaio de plantio antecipado para duplo propósito (forragem e grão), no período 1994-98, a cultivar apresentou, na média dos anos, rendimento de matéria seca, superior ao da aveia preta Comum em 24% com um corte e em 18 % com dois cortes. Para rendimento de grãos, mostrou percentuais superiores à média das testemunhas precoces (trigos Embrapa 16, BR 23 e CEP 24), em 16%, 37% e 128% nos tratamentos sem corte, um e dois cortes, respectivamente. Comparando especificamente com a média dos genótipos precoces sem corte (2.966 kg/ha de grãos), que é a condição normal das lavouras, apresentou rendimento médio de grãos de 3.451 kg/ha (sem corte), 3.483 kg/ha de grãos + 1.470 kg/ha de matéria seca (um corte) e 2.104 kg/ha de grãos + 2.506 kg/ha de matéria seca (dois cortes). Com base nesses dados, o trigo BRS 176 foi indicado para cultivo em plantio antecipado, visando à produção de grãos na região 8 do Paraná (VCU), que abrange as atuais regiões G e H.
Thesagro: Variedade
Trigo
Palavras-chave: BRS 176
Série: (Embrapa Trigo. Documentos Online, 19).
ISSN: 1518-6512
Tipo do Material: Folhetos
Acesso: openAccess
Aparece nas coleções:Série Documentos (CNPT)

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